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Terça-Feira, 07/09/2010 - 17:03     
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Stress e Alimentação.
 

RIO DE JANEIRO - Estresse e nutrição estão intimamente relacionados. Maus hábitos alimentares, como ingestão de cafeína, açúcar e sal em excesso, podem agravar ou predispor o organismo ao estresse. Por outro lado, uma alimentação equilibrada é um dos principais pilares da terapia de prevenção desse transtorno que, se não pode ser eliminado, pelo menos pode ser controlado.

A psicóloga Isolina Maria Proença, do Centro de Controle do Estresse, em Campinas, explica que, quando o corpo enfrenta situações de estresse, consome tudo o que tem de melhor. Reservas de nutrientes como magnésio, cálcio, ferro, vitamina C e vitaminas do complexo B são empregadas na reação ao estímulo estressante. “Se essas reservas não forem repostas, uma hora elas acabam”, diz.

Falta de nutrientes reduz capacidade de adaptação

É nessa hora que o corpo vai ficar mais vulnerável a doenças provocadas pelo estresse excessivo: gripes, gastrite, retração de gengiva, doenças dermatológicas, hipertensão. Para não deixar o problema se agravar a esse ponto, a alimentação deve ser rica em frutas, legumes e verduras. Isso garante uma reserva constante da chamada “energia adaptativa”.

Isolina ensina que nutrir-se adequadamente é um dos quatro passos mais importantes para ter maior controle sobre o estresse. Os outros são: ter momentos de relaxamento durante o dia, praticar exercícios físicos e aprender a ter uma atitude mais positiva diante da vida.

Açúcar obriga o corpo a enfrentar altos e baixos

Além de comer os alimentos certos, é preciso saber o que evitar. Segundo a nutróloga Jane Corona, consultora do PlanetaVida, a ingestão de açúcar, cafeína e sal em excesso gera desgaste no organismo, o que pode agravar o estresse.

Quando alguém come um doce, por exemplo, o nível de glicose no sangue aumenta muito rapidamente. Com isso, o pâncreas secreta mais insulina do que o normal. Em excesso, a insulina acaba retirando mais açúcar do sangue do que deveria, provocando uma hipoglicemia reativa. Essa baixa na taxa de açúcar é prejudicial ao cérebro, porque sua energia primária depende da glicose. Assim, duas horas depois de ingerir o doce, a pessoa pode experimentar irritação e ansiedade. Num círculo vicioso, passa a desejar mais açúcar - para recuperar os níveis de glicose anteriores.

Cafeína primeiro excita; depois, provoca cansaço

A ingestão de açúcar também dispara a liberação temporária de endorfinas, substâncias que causam sensação de bem-estar. Algum tempo depois, o nível de endorfinas no organismo cai abaixo do normal e a pessoa volta a querer comer um doce, pois pensa que assim se sente melhor. Na verdade, está obrigando o organismo a enfrentar altos e baixos o tempo todo e a encontrar mecanismos para se adaptar a eles.

 
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